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Alimentação e Saúde
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Obesidade na infância e na adolescência |
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A obesidade é resultante da ação de vários fatores ambientais (hábitos alimentares, atividade física e condição psicológica) sobre indivíduos predispostos geneticamente a apresentar excesso de tecido adiposo. Quando há obesos na família, a chance de a criança desenvolver obesidade é muito maior e se esses obesos forem pai e mãe, a chance da criança se tornar obesa é de 80%.
As atividades realizadas pela criança na escola e brincadeiras desenvolvidas no lar contribuem para a regulação do peso corporal. Estudos recentes revelaram que o tempo em que a criança assiste televisão apresenta-se como variável indicadora da inatividade física e com conseqüente influência ao aumento da prevalência da obesidade. A este fato, soma-se a influência que a propaganda de alimentos ricos em gorduras e açúcar exerce sobre o hábito alimentar das crianças e adolescentes.
O consumo alimentar tem sido relacionado à obesidade não somente quanto ao volume da ingestão alimentar, mas também quanto à composição e à qualidade da dieta. Além disso é fato que os padrões alimentares também mudaram, o que explica em parte o contínuo aumento da adiposidade nas crianças como conseqüência da diminuição do consumo de frutas e hortaliças e aumento do consumo de doces, refrigerantes, fast foods e produtos industrializados.
Todo esse preocupante quadro, é conseqüência do processo de transição nutricional pelo qual o Brasil vem passando nas últimas décadas, acompanhado de mudanças dos hábitos alimentares da população, que passaram a se caracterizar por aumento no consumo de lipídios (principalmente gordura saturada) e açúcar e diminuição do consumo de leguminosas, verduras, legumes e frutas.
Repercussões da obesidade
A obesidade em crianças a partir de 3 anos de idade, mostra-se definitivamente determinante de obesidade futura. Se a criança é obesa aos 6 anos de idade, ela apresenta 50% de chance de se tornar um adulto obeso.
O excesso de adiposidade está também associado à alteração dos fatores de risco para doenças cardiovasculares, como LDL colesterol e triglicérides elevados, pressão arterial e glicemias alteradas. Essa condição aumenta o risco de aterosclerose na vida adulta ou até mesmo na adolescência.
Outro problema importante a ser considerado é o impacto que a obesidade promove no equilíbrio emocional de crianças e adolescentes. O sentimento de culpa e vergonha por não conseguir controlar o peso, pode afetar a auto-estima dessas crianças obesas, levando-as a um quadro de depressão e isolamento. Na adolescência a preocupação com a imagem corporal leva a uma piora desse quadro.
(Fonte: M. R. Vitolo in: Nutrição da Gestação ao Envelhecimento, Editora Rubio, 2008. Com adaptações.)
Material elaborado por:
Marina da Silva Santos
Nutricionista- Colégio Monteiro Lobato |
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A expressão “alimento funcional” foi adotada pela primeira vez no Brasil em meados do ano de 2002 com a seguinte definição da ANVISA: “Alimento Funcional é todo aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido como parte de uma dieta usual, produz efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica”.
Dentre estes alimentos, encontram-se a maioria das frutas, verduras e folhosos, os alimentos integrais, fortificados, enriquecidos ou melhorados, quando consumidos como parte de uma alimentação variada, regular e em quantidades efetivas.
Abaixo, alguns alimentos com alegação funcional:
· Legumes, frutas, hortaliças e cereais: favorecem o trato digestório e são potentes antioxidantes, retardando o envelhecimento, doenças cardiovasculares e câncer
· Azeites, abacate, pescados e linhaça: Reduzem o LDL colesterol (ruim) e elevam o HDL colesterol (bom).
· Bactérias lácticas (iogurtes) e leites fermentados: ricos em probióticos, (bactérias benéficas) que são muito importantes para preservar a saúde intestinal.
· Café, chá, ginseng, guaraná, melissa: potentes estimulantes do sistema nervoso, atuando diretamente no comportamento, sono e estresse.
· Polpa da banana verde: excelente probiótico natural, rica em fibras e ajuda a preservar a saúde intestial
(Fonte: Nutrição clínica na infância e na adolescência, Domingos Palma, editora Manole, 2009, com adaptações.)
Material elaborado por:
Marina da Silva Santos
Nutricionista- Colégio Monteiro Lobato |
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Alimentação da criança em fase pré-escolar e escolar |
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A formação dos hábitos alimentares inicia-se com os alimentos complementares que foram incluídos no primeiro ano de vida e com as experiências positivas e negativas ligadas à alimentação ao longo da infância, além das diversas influências do meio ambiente, cultura, da condição socioeconômica e, principalmente, da FAMÍLIA.
O hábito alimentar adquirido na infância tende a ser seguido por toda a vida, sendo imprescindível o estímulo à formação de hábitos saudáveis, principalmente na primeira infância, pois a maioria dos hábitos alimentares são formados até os seis anos de idade.
Abaixo, algumas dicas importantes:
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É importante que a criança possua uma rotina alimentar, com locais e horários definidos pelos pais/responsáveis.
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O esquema alimentar deve ser composto por cinco ou seis refeições diárias.
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A ingestão de líquidos deve ser incentivada e deve ser ofertada somente após as refeições.
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Os refrigerantes, balas, doces e salgadinhos industrializados, não precisam ser proibidos, mas devem ser limitados a ocasiões especiais, e não devem fazer parte da rotina da criança.
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Para a realização das refeições, deve-se estabelecer um período, um tempo. Caso a criança não ingira todo o conteúdo do prato neste período, a refeição deverá ser encerrada e um novo alimento só deve ser ofertado na próxima refeição.
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É fundamental que a família crie o interesse da criança pelo alimento, levando-as a participar da programação do cardápio e deixá-las acompanhar o preparo dos alimentos.
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A dieta deve ser bem diversificada com a oferta de várias frutas, verduras, cereais e carnes, para despertar o paladar da criança.
(Fonte: Nutrição clínica na infância e na adolescência, Domingos palma, editora Manole, 2009, com adaptações.)
Marina da Silva Santos
Nutricionista - Colégio Monteiro Lobato |
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Olá, caros pais e responsáveis!
Este é o nosso primeiro contato e estou muito feliz por poder transmitir informações tão importantes e valiosas para a saúde e alimentação de suas crianças!
Toda semana estarei fazendo este breve contato com algumas dicas, orientações e receitas saudáveis para vocês.
Grande abraço!
Marina da Silva Santos
Nutricionista- Colégio Monteiro Lobato
CRN/1-5764 |
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